- O Brasil encerrou a semana com pódios em judô, ginástica rítmica, esgrima, natação e tênis, destacando-se com marcas históricas no esporte nacional.
- No Grand Prix de Lima de Judô, o país liderou o quadro com cinco ouros, uma prata e cinco bronzes, totalizando 11 pódios
- Na ginástica rítmica, o Brasil garantiu bronze no All-Around no Mundial de Frankfurt, abrindo caminho para uma vaga olímpica em Los Angeles 2028, e, no dia seguinte, conquistou o primeiro ouro do país em prova de conjunto e o ouro na final da série mista.
- Na esgrima, o Brasil recebeu ouro no Pan-Americano Infantil e Veterano com François Marfisa e Jerônimo Machado, além de prata e bronze no florete feminino Infantil A, completando o domínio da delegação.
- No Pan-Pacífico, Guilherme Caribé conquistou bronze nos 50 m livre, somando três medalhas na competição, igualando recordes de brasileiros na história do evento.
- No tênis, Orlando Luz e Rafael Matos venceram juntos um Masters 1000 em Montreal, em estilo de virada, garantindo o título inédito para a dupla brasileira.
- A equipe masculina brasileira conquistou o título do Sul-Americano de 16 anos em Bogotá, assegurando vaga no Mundial da Copa Davis Júnior no Egito, enquanto o 14 anos ficou com vice no Mundial de Prostejov, na República Tcheca.
- Os resultados evidenciam o papel dos clubes na formação de talentos e a relevância do Programa de Formação de Atletas-PFA do CBC para o alto rendimento brasileiro.
O Brasil encerrou mais uma semana de competições internacionais com resultados de destaque em diferentes modalidades. Atletas e equipes brasileiras subiram ao pódio em eventos de judô, ginástica rítmica, esgrima, natação e tênis, com conquistas importantes e marcas históricas para o esporte nacional.
No Grand Prix de Lima de Judô, o Brasil terminou na liderança geral do quadro de medalhas, com cinco ouros, uma prata e cinco bronzes, totalizando 11 pódios.
Entre os destaques esteve Beatriz Souza (Esporte Clube Pinheiros-SP), que conquistou a medalha de ouro na categoria acima de 78 kg. Na decisão, a brasileira derrotou a italiana Asya Tavano e garantiu o lugar mais alto do pódio. Também na categoria, Thauana Silva (Club Athletico Paulistano - SP) avançou até as quartas de final, quando foi superada pela israelense que lidera o ranking mundial. Na repescagem, porém, venceu a angolana Fernanda Quimbira e, na disputa pelo bronze, derrotou a venezuelana Karen León, com um waza-ari e um yuko, assegurando a medalha.
Na categoria até 90 kg, Rafael Macedo (Sogipa-RS) conquistou seu terceiro título de Grand Prix. Em uma campanha marcada por vitórias, o brasileiro superou Mihail Latisev, da Moldávia, na final, para ficar com o ouro. Guilherme Schimidt (Sogipa – RS) também subiu ao pódio na categoria, conquistando o bronze após derrotar o canadense Keagan Young.
Outro bronze veio com Leonardo Gonçalves (Sogipa – RS), na categoria até 100 kg. O brasileiro foi derrotado nas quartas de final pelo japonês Yuta Kasai e se recuperou na repescagem ao vencer o guatemalteco William Perez.
Na ginástica rítmica, o conjunto brasileiro fez história no Mundial disputado em Frankfurt, na Alemanha. Na prova do All-Around, as brasileiras somaram 55.550 pontos nas duas séries e conquistaram a medalha de bronze. O resultado também garantiu ao Brasil uma das três vagas olímpicas distribuídas na competição para os Jogos de Los Angeles 2028.
A Espanha ficou com o título mundial, com 57.450 pontos, enquanto o Japão terminou na segunda colocação, com 56.700. Com o bronze, o Brasil assegurou a classificação antecipada para os Jogos Olímpicos de Los Angeles.
No dia seguinte, o conjunto brasileiro voltou a fazer história ao conquistar o primeiro ouro do país em uma prova de conjunto no Mundial. Na final de cinco bolas, as brasileiras receberam a nota 29.450, superando a China, que marcou 28.900, e a Bulgária, com 28.400.
Ainda no mesmo dia, o Brasil disputou a final da série mista, formada por três arcos e duas maças. Após avançar com a segunda melhor nota da classificação, a equipe repetiu a pontuação de 29.450 na decisão e voltou a conquistar a medalha de ouro, à frente de Espanha e Bulgária. Com o resultado, o Brasil terminou sua participação no Mundial de Frankfurt com três medalhas: um bronze no conjunto geral e dois ouros nas finais por aparelhos.
Na esgrima, o Brasil também começou em destaque no Campeonato Pan-Americano Infantil e Veterano. No primeiro dia de disputas, a delegação conquistou quatro medalhas: duas de ouro, uma de prata e uma de bronze.
Os títulos vieram com François Marfisa (Esporte Clube Pinheiros – SP), na espada masculina infantil B, e Jerônimo Machado, na espada masculina Pré-Veterano. No florete feminino Infantil A, o Brasil garantiu uma dobradinha no pódio, com a prata de Alicia Chen e o bronze de Martinna Dinucci.
François Marfisa avançou diretamente ao quadro de 16 e derrotou o chileno Juan Ignacio Yarmuch Gamboa por 10 a 5. Nas quartas de final, superou o compatriota Alberto Chacon por 10 a 6. Na semifinal, venceu o norte-americano Zachary Chi por 10 a 7 e garantiu vaga na decisão. Em uma final equilibrada contra outro representante dos Estados Unidos, o brasileiro venceu por 10 a 9 e conquistou a primeira medalha de ouro do Brasil na competição.
O segundo ouro veio com Jerônimo Machado (Grêmio Náutico União – RS), que teve uma campanha invicta. Depois de vencer os cinco confrontos da fase de poules, o brasileiro avançou diretamente ao quadro de 16, no qual derrotou o norte-americano David Hill por 10 a 1. Nas quartas de final, superou o chileno Aaron Alonso Ruiz Soto por 10 a 4 e repetiu o placar diante de Jorge Esteban Lara Stephens, também do Chile, na semifinal. Na decisão, Jerônimo venceu o norte-americano Pai Dong-Ying por 10 a 3 e garantiu o segundo ouro brasileiro.
No florete feminino Infantil A, Alicia Chen venceu quatro dos cinco confrontos da fase de poules e avançou diretamente ao quadro de oito. Depois de superar as adversárias nas fases seguintes, chegou à decisão, mas foi derrotada pela peruana Rafaela Arévalo por 8 a 2, ficando com a medalha de prata.
A dobradinha brasileira foi completada por Martinna Dinucci (Esporte Clube Pinheiros – SP). Após avançar com quatro vitórias nas poules, a brasileira derrotou a mexicana Loreto Aguirre por 8 a 2 nas quartas de final. Na semifinal, acabou superada justamente por Rafaela Arévalo, que posteriormente conquistaria o título, encerrando sua participação com a medalha de bronze.
Na natação, o Brasil também garantiu presença no pódio do Pan-Pacífico, disputado em Irvine, na Califórnia, nos Estados Unidos. Guilherme Caribé (Recreio da Juventude – RS) avançou à final A dos 50 m livre e conquistou a medalha de bronze, com a marca de 21s54. O resultado representou sua terceira medalha na atual edição da competição e o colocou ao lado de Cesar Cielo e Thiago Pereira entre os brasileiros com maior número de pódios na história do Pan-Pacífico.
Além do bronze nos 50 m livre, Caribé também havia conquistado medalhas de bronze nos 100 m livre e nos 50 m borboleta, prova na qual registrou a melhor marca de sua carreira. Com três medalhas, o brasileiro encerrou sua participação em destaque na competição.
No tênis, Orlando Luz, da base do Itamirim Clube de Campo – SC, e Rafael Matos, formado no Grêmio Náutico União – RS, conquistaram um título inédito juntos em um torneio Masters 1000. Em Montreal, no Canadá, os brasileiros derrotaram de virada o salvadorenho Marcelo Arévalo e o croata Mate Pavić por 2 sets a 1, com parciais de 5/7, 6/4 e 10/6, garantindo o troféu da competição.
Ainda na modalidade, a equipe masculina brasileira conquistou o título do Sul-Americano de 16 anos, disputado em Bogotá, na Colômbia. A campanha garantiu ao país uma vaga no Mundial da categoria, a Copa Davis Júnior, que será realizada em novembro, no Egito.
Em outro compromisso internacional das categorias de base, a equipe masculina brasileira ficou com o vice-campeonato do Mundial de 14 anos, disputado nas quadras de saibro de Prostejov, na República Tcheca. Na decisão, o Brasil foi superado de virada pela Suíça.
Os resultados conquistados pelos atletas brasileiros em diferentes modalidades reforçam a importância do trabalho desenvolvido pelos Clubes na formação e no desenvolvimento de talentos para o alto rendimento. As conquistas internacionais também evidenciam o impacto do Programa de Formação de Atletas-PFA do Comitê Brasileiro de Clubes-CBC na trajetória esportiva de jovens atletas.
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